Regras de Conduta
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Regras de Conduta

Escreveu, não leu? O ban comeu

Os dados dos logs de acesso — por exigência legal e, neste caso, também por escolha da própria publisher —, para usuários que façam comentários, são guardados pelo Citei até a máxima duração de tempo permitida pela Lei. Assim como quaisquer outros dados pessoais que a sua visita gere, eles não são vendidos ou compartilhados de qualquer forma, exceto quando absolutamente inevitável, nos termos da nossa política de privacidade, em especial o item 2. No caso dos comentários, a guarda por prazo indefinido (ou o quão próximo disso for legalmente possivel) é usada única e exclusivamente para manter — com mão de ferro, se necessário, embora evitemos com todas as forças fazer isso — um ambiente saudável de interação dos leitores com a equipe do Citei, e entre os próprios leitores. Estas interações são disciplinadas nos critérios abaixo, que dizem respeito a dois aspectos muito simples:

  1. Não seja babaca. Estar atrás de uma tela não torna você o fodão. Em uma discussão, mesmo que você tenha absoluta certeza de que sua posição é a correta, mantenha a educação e o respeito com outros leitores e com a equipe do Citei. Este mesmo princípio se aplica a questionamentos feitos por pessoas com menos conhecimento sobre quaisquer temas, em mostra evidente de buscar aprender mais sobre o assunto em questão. O conhecimento não é algo que deve ser acumulado para si, tampouco comercializado, mas sim compartilhado. Em primeira ocorrência, o usuário será alertado para que se desculpe e mude o comportamento. Caso aconteça novamente, o comentário em questão será apagado, e o usuário será novamente alertado. Se houver uma segunda reincidência, o comentário será apagado, e o usuário será banido em definitivo.
  2. Não será admitida, em hipótese alguma, qualquer forma de opressão ou discurso de ódio; tampouco são aceitáveis falas que neguem a ciência, tentem produzir revisionismo histórico, desconsiderem fatos estatísticos ou distorçam a realidade material para favorecer determinadas narrativas. Vacinas não causam autismo, a Terra não é plana, não existe (infelizmente) uma conspiração para progressivamente substituir a população branca no planeta, e, se você acha que ver dois homens se beijando pode transformar alguém em LGBT, eu espero que você esteja ao menos tomando antialérgico para não espirrar tanto com a poeira aí dentro do armário. Para mais detalhes sobre que tipos de posicionamentos podem entrar em conflito com este critério, confira o nosso Manifesto de Fundação e os nossos princípios editoriais. O desrespeito a esta regra ensejará, em primeira ocorrência, a exclusão do comentário e uma advertência; e, caso haja reincidência, exclusão do comentário e uma passagem só de ida para a banidolândia.

Duas considerações importantes sobre as regras acima:

  1. As medidas de banimento serão aplicadas, nos termos listados anteriormente, quando houver um grau significativo de certeza do dolo na ofensa. Caso não haja esse grau, será dada 01 (huma) singular unidade individual de chance adicional, mas, desde o princípio, sempre mantendo as advertências. Mesmo que fique nítido, no entanto, que não há dolo, o banhammer será aplicado. O motivo é simples: "eu não sabia que isso ofendia", "preciso me desconstruir, me ajude", ou quaisquer posicionamentos do tipo, não são justificativa válida para você não ir atrás, por conta própria, de melhorar enquanto ser humano. Nenhuma pessoa de grupo marginalizado, nenhum cientista, nenhum historiador (em específico, ainda que historiadores sejam cientistas, haja vista que História é uma ciência — o mesmo vale para Ciências Sociais, embora o próprio nome, neste caso, deveria já deixar a coisa indiscutível), nenhum jornalista, e, basicamente, ninguém, tem obrigação de parar o que quer que esteja fazendo, por mais banal que seja, para letrar um estranho na internet. Se você acha que é obrigação dessas pessoas lhe educarem sobre por que elas merecem ser tratadas como seres humanos, surpresa: achar que elas têm obrigação com você em relação a qualquer coisa já é uma mostra de como você acredita que essas pessoas devem lhe servir. Mas, para lhe estimular um pouco, vamos lá: você conseguiu chegar até esta página, tenho certeza que consegue usar o Google. Ou, melhor,Kagi — que tem seus problemas (além do nome terrível para quem fala português), mas, ao menos, não é um Bing disfarçado, como o DuckDuckGo. Ou, melhor ainda, a Wikipédia — já faz décadas que os problemas mais impactantes de confiabilidade dos artigos deixaram de ser reais, o que resta de desconfiança é quase que totalmente apenas preconceito.
  2. Não alimente os trolls. Ponto. Moderar comentários toma tempo que a equipe (até este momento, composta de uma pessoa) poderia estar usando para produzir conteúdo, então mesmo jogar provocações para a pessoa irritante continuar irritando, ou tentar enfiar um pouco de bom-senso e empatia na cabeça dela, não vão ser úteis para o objetivo fundamental do site — e da seção de comentários. Quem for flagrado, por diversão ou por necessidade de discutir com alguém na internet, alimentando trolls, sofrerá a mesma política de advertência-exclusão-banimento aplicável à regra que estiver sendo desrespeitada.
Merdificação, parte 3: computadores com enshittification "de fábrica"
Se o próprio sistema operacional é pensado na lógica da merdificação, não basta se livrar de aplicativos e parar de usar sites que tenham enshittification (crédito da imagem: Colagem sobre arte de Devin Washburn)

Merdificação, parte 3: computadores com enshittification "de fábrica"

Pouco adianta despender um esforço imenso tentando evitar merdificação em sites e apps se o próprio dispositivo tem enshittification como "funcionalidade"

Merdificação, parte 1: não é impressão, tudo na internet piorou
Tudo na internet parece que está ficando uma merda. A boa notícia é que não é loucura sua. A má notícia é que tudo na internet está ficando uma merda. (Crédito da imagem: Colagem sobre arte de Devin Washburn)

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Também chamada "merdificação" em português, termo criado por jornalista canadense resume tendência do capitalismo de transformar tudo em... Bem, em merda